Cofeci espera ampliar programa Minha Casa Minha Vida

Teodoro também destacou que a inclusão dos imóveis usados é uma medida que visa beneficiar a população com financiamento a baixo custo.

A gestão 2010/2012 do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) juntamente com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP)  entregou no dia 12 de janeiro, as reivindicações do setor sobre a ampliação do programa “Minha Casa, Minha Vida” do Governo Federal ao ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

As medidas apresentadas pela categoria propõem a inclusão do financiamento de imóveis usados no programa e também o uso dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nas regiões que estejam situadas em um raio de até 120 km da cidade-base do trabalhador.

Imóveis Usados
De acordo com o presidente do Cofeci, João Teodoro da Silva, a proposta de inclusão dos imóveis usados, ajudará a sanar uma dificuldade que o programa vem enfrentando que é: a falta de terreno disponível para a construção das obras.

Ele comentou que com base na grande demanda do programa, os donos de terrenos aproveitaram para encarecer o preço de venda dos espaços. Segundo o presidente, isso dificulta a efetivação do programa, pois, para que o programa social tenha êxito o valor dos terrenos precisa ser compatível com que se tem disponível. Por isso, a inserção de imóveis usados facilitará o processo já que diminuirá a demanda de edificação das obras, respondendo aos anseios da sociedade.

Teodoro também destacou que a inclusão dos imóveis usados é uma medida que visa beneficiar a população com financiamento a baixo custo. “Já existe financiamento para imóveis usados, só que eles não estão contemplados no programa ‘Minha Casa Minha Vida’. O que nós pedimos é a inclusão desse tipo de financiamento no programa. Com isso a população vai ser beneficiada com juros mais baixos”, ponderou.

Para o conselheiro do Cofeci, representante do Ceará, Antonio Armando Cavalcante, a ideia de incluir os imóveis usados agilizará os trabalhos e trará uma dinâmica maior ao programa, além de aquecer o mercado. “Nós temos uma grande quantidade de casas usadas que podem ser utilizadas. Isso acaba com os processos burocráticos que muitas vezes são encontrados na construção das obras”, afirmou.

Cavalcante alegou também que falta terreno para loteamento na capital cearense. Com isso, os imóveis usados tornam-se uma ótima alternativa para beneficio da população.

Raio de até  120 km
Em relação à ampliação do raio de cobertura, Teodoro apontou que essa proposta partiu de uma situação particular da cidade de São Paulo. Várias regiões próximas a capital paulista têm grande déficit habitacional, mas por não serem caracterizadas como regiões metropolitanas acabam não se enquadrando no programa.

Na proposta apresentada pelo Cofeci, será criada uma regra única, que valerá em todo o País, para a modificação de região metropolitana para regiões localizadas em um raio de até 120 km da capital. “Muitas regiões fora da área metropolitana apresentam grandes demandas, mas as pessoas são impossibilitadas de tentarem o financiamento. Nós, através dessa proposta tentamos facilitar a vida dessas pessoas”, completou o presidente.
Teodoro falou ainda que a ampliação do programa beneficiará indiretamente os corretores de imóveis que terão o setor aquecido. “Mas o destaque é para o beneficio a população”, afirmou ele.

“O que nos interessa é que a população tenha suas necessidades sociais atendidas, conseguindo suas habitações e tornando esse programa um marco no mercado imobiliário brasileiro”, ressaltou.
Segundo o presidente, as reivindicações foram bem aceitas pelo Governo, mas apesar disso não há prazo definido para apresentação do resultado da análise das propostas.

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